Remédios para hipertensão causam Impotência ?


Infelizmente a resposta é sim. Remédios para hipertensão causam impotência , em maior ou menor grau dependendo do medicamento. Quando receitamos um remédio para um paciente é fundamental que ele produza o efeito que desejamos sem modificar o seu bem estar. Em alguns casos certos efeitos colaterais, como a baixa de desejo sexual (libido) e a impotência, podem dificultar o seguimento do tratamento. Certos pacientes chegam mesmo a abandonar seus comprimidos, colocando em risco sua própria vida.

Mas não devemos por impulso interromper o que foi inicialmente receitado sem antes consultar o médico responsável. Cerca de 25% dos casos de impotência sexual são devido aos efeitos colaterais de determinados remédios. Da mesma forma muitas doenças podem afetar a vida sexual, tornando-se difícil estabelecer se a causa é devido ao uso destes medicamentos ou mesmo da própria doença do paciente.

Veja aqui os mais conhecidos e os seus efeitos colaterais :

Os diuréticos, que neste caso, não se destinam a fazer com que os pacientes urinem mais, como muitos pensam. Na verdade, os diuréticos e combinações são administrados em baixas doses e ajudam os vasos sangüíneos a se relaxarem, consequentemente baixando a pressão. Os diuréticos também são comumente prescritos em associação com outros agentes em baixas doses, sendo que um potencializa a ação do outro, com menos efeitos colaterais do que quando cada droga é utilizada isoladamente em doses maiores.

Os betabloqueadores, por sua vez reduzem a força da contração cardíaca, conseqüentemente baixando a pressão. Na maioria das vezes são bem tolerados, mas podem causar depressão, fadiga e, eventualmente, impotência sexual.

Os bloqueadores dos canais de cálcio relaxam a musculatura das artérias e também podem diminuir a força de contração do coração. Podem provocar inchação dos pés, dor de cabeça, vermelhidão, constipação intestinal.

Os inibidores da enzima conversora da angiotensina previnem a produção de um agente natural, a angiotensina II, um potente constritor dos vasos sangüíneos com conseqüente relaxamento dos vasos e queda da pressão. Estes medicamentos costumam ser muito bem tolerados, mas alguns pacientes são obrigados a suspendê-los devido ao aparecimento de tosse seca. Outros mais raramente podem desenvolver insuficiência renal, podendo porém, ser facilmente identificados por exames de sangue antes que esta complicação ocorra.

Os inibidores dos receptores da angiotensina II são os mais novos armamentos do arsenal de drogas contra a hipertensão arterial. Seu mecanismo de ação é por bloqueio da ação da angiotensina II sobre os locais onde ela age, e não por inibição de sua produção. Por isso sua ação é parecida com a dos inibidores da enzima conversora da angiotensina, mas são excepcionalmente bem tolerados e não produzem tosse.

Existem outras classes de medicamentos, como os vasodilatadores alfa-bloqueadores, os alfa-agonistas centrais e os novos bloqueadores dos receptores imidazolínicos. É preciso salientar que o controle da hipertensão arterial em diabéticos deve ser muito mais intenso, pois estes pacientes encontram-se em risco muito maior para o desenvolvimento (rápido) de lesões dos vasos sangüíneos. Para estes, é necessário garantir a obtenção de cifras mais baixas, em torno de 130/75 mmHg.

Tratar uma disfunção sexual devido aos efeitos colaterais de medicações pode ser uma tarefa difícil. Dependendo da medicação empregada e o tempo de uso, estes problemas podem regredir espontaneamente. Em algumas situações poderá ser possível uma mudança para uma medicação que cause menos efeitos negativos sobre a sexualidade, por exemplo, trocar um diurético Tiazídico por um inibidor da ECA na hipertensão arterial. Outras possíveis alternativas incluem a redução da dose ou mesmo usá-la distante da relação sexual. Desta forma o médico deve sempre que possível escolher uma medicação que não tenha um efeito conhecido e marcante sobre a função sexual, o que vai implicar em uma qualidade de vida melhor ao paciente e uma continuação do tratamento proposto.

Técnicas de terapia alternativa como o Tantra, acupuntura e relaxamento podem ser úteis e têm ganhado mais aceitação. ( Clique aqui para conhecer os segredos do Sexo Tantra ) A melhor abordagem para o problema da hipertensão arterial e as suas consequências é a conscientização do público sobre seus riscos, e a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento permanente, antes que o dano irreversível se instale.

Medidas simples, não medicamentosas, mas que consistem numa modificação de hábitos de vida não saudáveis resolvem a maioria dos casos.

Clique aqui e leia mais uma matéria neste site sobre a relação entre impotência e hipertensão.

Fonte : Sociedade Brasileira de Urologia

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